sexta-feira, 17 de abril de 2009

Menos desodorante, mais laxante

Oriunda do latim, o termo crise tem a mesma equivalência da palavra vento.
Indica, assim, um estágio de alternância, no qual uma vez trasncorrido diferencia-se do que costumava ser.
Não existe possibilidade de retorno aos antigos padrões.


"Ao afetar os bolsos dos cidadãos, a crise econômica acaba tendo reflexos também nos corpos e mentes das pessoas.

Um psicólogo analisou as listas de músicas mais tocadas e concluiu que, em tempos de crise, as pessoas preferem ouvir canções longas, lentas com temas mais profundos, enquanto em fase de bonança os hits preferidos são mais rápidos e animados.

Um estudioso dos hábitos de consumo contatou que, em tempos de prosperidade econômica, cresce, por exemplo, a venda de desodorantes, porque as pessoas saem mais de casa, e em tempos de recessão aumenta o consumo de laxantes – porque as pessoas, sob estresse, acabam sofrendo mais de prisão de ventre, explica o especialista.

Um estudo feito entre plantadores de café, na Colômbia, mostrou, por exemplo, que a queda abrupta do preço do produto tem efeitos na redução da mortalidade infantil. A explicação é que nessa situação os pais têm mais tempo para ficar em casa e cuidar dos filhos."



Na área econômica, crise é o ponto de transição entre um período de prosperidade e outro de depressão.Crise econômica é a ruptura periódica do equilíbrio entre produção e consumo, que traz como conseqüências desemprego generalizado, falências, alterações dos preços e depreciação dos valores circulantes.

Na Sociologia, crise é uma situação grave em que os acontecimentos da vida social, rompendo padrões tradicionais, perturbam a organização de alguns ou de todos os grupos integrados na sociedade.

No campo da Psicologia, em particular da Psicologia do Desenvolvimento, o conceito de crise é explicado como toda a situação de mudança em nível biológico, psicológico ou social, que exige da pessoa ou do grupo, um esforço suplementar para manter o equilíbrio ou estabilidade emocional. Corresponde a momentos da vida de uma pessoa ou de um grupo em que há ruptura na sua homeostase psíquica e perda ou mudança dos elementos estabilizadores habituais.



"Toda a crise conduz necessariamente a um aumento da vulnerabilidade, mas nem toda a crise é necessariamente um momento de risco.

Pode, eventualmente, evoluir negativamente quando os recursos pessoais estão diminuidos e a intensidade do stress vivenciado pela pessoa ultrapassa a sua capacidade de adaptação e de reação.

Mas a crise é vista, de igual modo, como uma ocasião de crescimento. A evolução favorável de uma crise, conduz a um crescimento, à criação de novos equilíbrios, ao reforço da pessoa e da sua capacidade de reação a situações menos agradáveis.

Assim, a crise evolui no sentido da regressão, quando a pessoa não a consegue ultrapassar, ou no sentido do desenvolvimento, quando a crise é favoravelmente vivida."




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